5 de outubro de 2009

O tempo perguntou para o tempo
 quanto tempo o tempo tem
 o tempo respondeu para o tempo
 que o tempo tem tanto tempo
 quanto tempo o tempo tem.

Dito popular

 Fonte: página de abertura do livro Linha de Costura, da artista Edith Derdyk
http://www.edithderdyk.com.br/

10 de setembro de 2009

Poema Visual - Espaço Arte Um Feevale


www.poemavisual.com.br




AL-Chaer
Poeta de Meia-Tigela
Amir Brito Cadôr




Antônio Andrade
Artur Soares
Carmem Salazar



Clemente Padin
Dani Morreale
Fernanado Aguiar




Hugo Mundi Jr
Hugo Pontes
Joan Brossa





J. Cardias
Maurício Carneiro
Paulo Bacedônio






Roberto Keppler
Ruben Mario Tani
Rubervan Du Nascimento






Sérgio Almeida
Reed Althemus
Zhô Bertholini


































































29 de agosto de 2009

Mário Benedetti

viceversa

tenho medo de te ver
necessidade de te ver
esperança de te ver
pernas bambas de te ver
tenho vontade de te encontrar
preocupação de te encontrar
certeza de te encontrar
pobres dúvidas de te encontrar
tenho urgência de te ouvir
alegria de te ouvir
boa sorte de te ouvir
e temores de te ouvir
ou seja
resumindo
estou fodido
e radiante
talvez mais o primeiro
do que o segundo
e também
viceversa.

Mário Benedetti
tradução de Leo Gonçalves

21 de agosto de 2009

Baudelaire

A beleza absoluta e eterna inexiste, ou melhor é apenas abstração empobrecida na superfície geral das diferentes belezas. O elemento particular de cada beleza vem das paixões, e como temos nossas paixões particulares, temos nossas belezas particulares.

17 de agosto de 2009

Intervenção para um lugar específico com Shirley Paes Leme

A ação Sem/ Cem, realizada no XXIII Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, foi resultado da oficina que tratou dos conceitos de instalação/site specific fundamentando a pesquisa do espaço no entorno ao prédio do Centro Municipal de Cultura, onde é realizado o festival e que abriga outras coordenações culturais, na Av Érico veríssimo com Av Ipiranga. O (re)conhecimento desse lugar suscitou palavras em função das reflexões de cada um de nós o que nos levou a relacioná-las, utilizando como mote do trabalho passagem e zero. A partir daí, então, construimos 100 zeros com material reciclável (sacolas de super mercado e jornal) e partimos da sala de trabalho para a rua construindo ações e convidando o público a interagir e expor suas interpretações desse material relacionando-o com seu próprio corpo e as características da localidade em questão.

Shirley Paes Leme
Zero / Carmem Salazar