13 de novembro de 2014

Manoel de Barros



 Tratado geral das grandezas do ínfimo

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.






17 de outubro de 2014


Hoje à noite ocorre a abertura da Exposição "Transcurso 45" - evento comemorativo aos 45 anos da Universidade Feevale - onde, com muita satisfação, participo entre os egressos do Curso de Artes Visuais, experiência fundamental em minha formação como artista.







Minha paisagem










13 de outubro de 2014


Encontro com os artistas Rogério Severo e Carmem Salazar
Participação de Carlos Krauz
Sexta-feira, 10 de outubro, às 11h


Espaço Cultural ESPM-Sul
Rua Guilherme Schell, 268 - Porto Alegre/RS
51 3218-1400







15 de julho de 2014

FUTURAMA - Inovações da Juventude







O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Estado da Cultura, e o Museu de Direitos Humanos do Mercosul convidam para a abertura da exposição:

FUTURAMA
Inovações da Juventude

A juventude é propriamente uma invenção da modernidade. Até o século XIX, ou se era criança ou se era adulto. A transição entre a infância e a idade adulta era realizada por meio de um ritual, seja a crisma, a confirmação ou o bar-mitzvá por exemplo. Foi após a segunda guerra mundial que a juventude se transformou em uma categoria sociológica tal como a conhecemos, isto é, como um período, cada vez mais extenso, de moratória social entre a infância e a maturidade.

Foi nos anos 1960 que os jovens ocidentais, inspirados na leitura de “O apanhador no Campo de Centeio”, ou na filosofia de Sartre ou ainda nos discursos de Marcuse, eles se apresentaram ao mundo reivindicando um status existencial próprio e uma visão de mundo oposta a da geração de seus pais e avós. Esta condição era expressa na conduta, na moda, na música, nos valores, etc. Assim sendo, pode-se dizer que a ideia da juventude foi convertida em uma profecia que se autorrealizou.

Entretanto, do comportamento transgressor e da construção de novas identidades que marcaram o período de criação da juventude, passamos no começo do século XXI a uma obsessão por uma permanência indefinida de ser jovem. De certo modo, a sociedade moderna transformou a juventude em uma categoria de consumidores. Assim, ao mesmo tempo, em que se alarga o período do “ser jovem”, também se aprofundam as incertezas sobre suas possibilidades de futuro. Houve portanto um estreitamento do horizonte de expectativa dos jovens em nosso tempo.

Todavia, ao invés de apresentarmos um cenário exclusivamente pessimista, esta exposição objetiva explorar, através da arte, as possibilidades que os jovens de nosso tempo possuem para inovar em seu campo de atuação. A curadoria de Ana Zavadil explorou a dimensão artística da inovação nos trabalhos dos jovens, seja através da incorporação de suportes novos ou da insistência em proclamar uma visão alternativa de futuro a fim de expandir os limites da reflexão sobre as relações entre a arte e a juventude na contemporaneidade.

Futurama: Inovações da Juventude propõe uma arqueologia do presente de nossos jovens. E por meio dessa escavação rumo ao âmago da condição juvenil, na arte e na vida, apresenta uma nova geração de artistas que estão produzindo trabalhos de excelência e grande densidade artística. O Museu dos Direitos Humanos do Mercosul segue assim o seu propósito de aliar as dimensões estéticas e éticas da arte através de exposições, como uma ferramenta para a discussão dos direitos humanos.




Terça, 22 de julho
as 19h

Museu dos Direitos Humanos do Mercosul
Rua 7 de Setembro, Praça da Alfândega, 1020, 90010930, Porto Alegre.