Carmem Salazar
imagem - luz - palavra
XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA
XIV MOSTRA INTERNACIONAL DE POESIA VISUAL
CURADOR DA MOSTRA: HUGO PONTES
OUTUBRO DE 2009
BENTO GONÇALVES - RS BRASIL
contaminação
Exposição coletiva resultante da premiação do XI Salão de Artes Visuais da Feevale
Galeria do DMAE - Porto Alegre
Ao fundo: Rafael Jung
eu
Carmem Salazar
objeto
Poema visual adesivado sobre acrílico leitoso, cubo branco e lâmpada.
35 x 35 x 65 cm
Lívia dos Santos
CORPO, ENTREVERO, Exercício de caligrafia e INSONIA
Carmem Salazar
Poemas visuais em impressão digital sobre papel fotográfico
76 x 105 cm
76 x 105 cm
2009
Luana Zimmermann
Dulce Unterleider e Bibiana Laís Carvalho
Mariana Reichert
Danieli Ganassini
Juliana Feyh
Ceiça Alles e Bibiana Laís Carvalho
Tadeu Kirch
Contaminação
A mostra Contaminação ocorre em decorrência de parceria firmada entre a Pinacoteca da Feevale e a Galeria de Arte do DMAE. Os artistas que obtiveram premiações e menções honrosas no XI Salão de Artes Visuais da Feevale foram comtemplados com uma exposição coletiva neste espaço cultural em Porto Alegre. Cabe lembrar que o XI Salão de Artes Visuais da Feevale foi pensado em um formato fora da pinacoteca, onde ocorre de costume. Os trabalhos realizados na ocasião, em novembro de 2008, foram projetados em forma de intervenções no Campus II da Feevale, provocando assim, diferentes direcionamentos e estratégias de apresentação, bem como inferindo ao espaço universitário, instâncias perceptivas diversas tais como performances, projetos de residências, projeções de vídeo em âmbitos diversos, instalações e intervenções site-specific.
Após um ano de maturação, estes alunos do Curso de Artes Visuais agora propõem uma ocupação na galeria do DMAE cujo título Contaminação, sugere o diálogo e a relação entre poéticas distintas: fotogramas, pinturas, colagens, objetos, livros de artistas, objetos vestíveis, poemas visuais, fotografias e vídeos.
Coabitando um espaço de exposição, as produções acima citadas contaminam-se por proximidades, distanciamentos e até mesmo por contiguidades e oposições, na medida em que o exercício de liberdade desencadeado pela produção em arte deste grupo de artistas/pesquisadores ocupa os corredores e passagens do ex-reservatório de água (agora reservatório de idéias, pensamentos, imagens e gestos decantados).
Clóvis Martins Costa
Artista plástico, Mestre em Poéticas Visuais. Coordenador da Pinacoteca da Feevale e professor nos cursos de Graduação e pós –graduação de poéticas visuais da mesma instituição
INSONIA
Imagem obtida a partir de detalhe de registro fotográfico de pichação, em um prédio na Av Independência em Porto Alegre.
Bernhard Gál
Imagens obtidas na instalação multidimensional mil águas, do artista, compositor e musicólogo austríaco Bernhard Gál, que apresenta uma interpretação artística das propriedades acústicas e visuais da água.
O projeto foi concebido especialmente para a Galeria do DMAE (Departamento Municipal de Águas e Esgotos) e realizado em parceria com o Instituto Goethe de Porto Alegre.
fotos: Carmem Salazar
O tempo perguntou para o tempo
quanto tempo o tempo tem
o tempo respondeu para o tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
Dito popular
Fonte: página de abertura do livro Linha de Costura, da artista Edith Derdyk
http://www.edithderdyk.com.br/
quanto tempo o tempo tem
o tempo respondeu para o tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
Dito popular
Fonte: página de abertura do livro Linha de Costura, da artista Edith Derdyk
http://www.edithderdyk.com.br/
Projeto Circular - 2ª Bienal B
http://www.bienalb.org/2009/
http://projetocircularfeevale.blogspot.com/
adesivo impresso em serigrafia
20 cm diâmetro
piso Shopping Moinhos - 2ª Bienal B
Porto Alegre
http://projetocircularfeevale.blogspot.com/
20 cm diâmetro
piso Shopping Moinhos - 2ª Bienal B
Porto Alegre
Poema Visual - Espaço Arte Um Feevale
www.poemavisual.com.br
AL-Chaer
Poeta de Meia-Tigela
Amir Brito Cadôr
Antônio Andrade
Artur Soares
Carmem Salazar
Clemente Padin
Dani Morreale
Fernanado Aguiar
Hugo Mundi Jr
Hugo Pontes
Joan Brossa
J. Cardias
Maurício Carneiro
Paulo Bacedônio
Roberto Keppler
Ruben Mario Tani
Rubervan Du Nascimento
Sérgio Almeida
Reed Althemus
Zhô Bertholini
Mário Benedetti
viceversa
tenho medo de te ver
necessidade de te ver
esperança de te ver
pernas bambas de te ver
tenho vontade de te encontrar
preocupação de te encontrar
certeza de te encontrar
pobres dúvidas de te encontrar
tenho urgência de te ouvir
alegria de te ouvir
boa sorte de te ouvir
e temores de te ouvir
ou seja
resumindo
estou fodido
e radiante
talvez mais o primeiro
do que o segundo
e também
viceversa.
Mário Benedetti
tradução de Leo Gonçalves
Diego de Menezes Dourado
eu só quero saber quem escondeu
a beca branca que dona dica me deu
eu não quero saber de trabalho nem de consumição
eu só quero saber quem escondeu
nem vem que não tem
nem adianta sabotar o meu samba
ou botar caroço nesse angu
pois mesmo que na corda bamba
hoje eu vou pro samba nem que seja nu
como é que pode, quem pôde
por fim num pano tão alinhado assim
costurado sob medida pra mim
branco feito marfim
eu não quero saber de trabalho
nem de batente de salário
eu só quero saber quem escondeu
a beca branca que dona dica me deu
Letra: Diego de Menezes Dourado/ Música: Grupo "Urubu Malandro".
a beca branca que dona dica me deu
eu não quero saber de trabalho nem de consumição
eu só quero saber quem escondeu
nem vem que não tem
nem adianta sabotar o meu samba
ou botar caroço nesse angu
pois mesmo que na corda bamba
hoje eu vou pro samba nem que seja nu
como é que pode, quem pôde
por fim num pano tão alinhado assim
costurado sob medida pra mim
branco feito marfim
eu não quero saber de trabalho
nem de batente de salário
eu só quero saber quem escondeu
a beca branca que dona dica me deu
Letra: Diego de Menezes Dourado/ Música: Grupo "Urubu Malandro".
Baudelaire
A beleza absoluta e eterna inexiste, ou melhor é apenas abstração empobrecida na superfície geral das diferentes belezas. O elemento particular de cada beleza vem das paixões, e como temos nossas paixões particulares, temos nossas belezas particulares.
Intervenção para um lugar específico com Shirley Paes Leme
A ação Sem/ Cem, realizada no XXIII Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, foi resultado da oficina que tratou dos conceitos de instalação/site specific fundamentando a pesquisa do espaço no entorno ao prédio do Centro Municipal de Cultura, onde é realizado o festival e que abriga outras coordenações culturais, na Av Érico veríssimo com Av Ipiranga. O (re)conhecimento desse lugar suscitou palavras em função das reflexões de cada um de nós o que nos levou a relacioná-las, utilizando como mote do trabalho passagem e zero. A partir daí, então, construimos 100 zeros com material reciclável (sacolas de super mercado e jornal) e partimos da sala de trabalho para a rua construindo ações e convidando o público a interagir e expor suas interpretações desse material relacionando-o com seu próprio co
rpo e as características da localidade em questão.
Shirley Paes Leme
rpo e as características da localidade em questão.
Zero / Carmem Salazar




Intervenção para um lugar específico - Shirley Paes Leme

Cenas da oficina com Shirley Paes Leme no XXIII Festival de Arte Cidade de Porto Alegre
Fotos: Carmem Salazar
Lívia dos Santos

Sophie Calle - Cuide de você

A francesa Sophie Calle causou rebuliço na Bienal de Veneza de 2007 com a exposição Cuide de Você, que reúne fotografias, vídeos e textos de mais de 100 mulheres. Todas interpretam um e-mail recebido por Sophie dois anos antes. Nele, o escritor Grégoire Bouillier, seu então namorado, dava-lhe um fora e se despedia com a frase-título da mostra. Tachada de exibicionista, a artista de 55 anos ficou conhecida justamente por buscar inspiração em fatos particulares de sua vida. Já filmou, por exemplo, a mãe morrendo e até convidou desconhecidos para dormir em sua cama enquanto os fotografava. Mas nada causou a repercussão de Cuide de Você, que chega ao Sesc Pompeia depois de passar por Paris e Nova York.
Clique no título para saber mais sobre a exposição.
foto: Jean-Baptiste Mondino
fonte: Veja SP
Exposição "O PÃO NOSSO"

Carmem Salazar
Transfer e letraset sobre papel fabria
Livro Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre

As palavras / Eugénio de Andrade
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Blanco: poema de Otávio Paz, musicado por Marisa Monte (cd Barulhinho Bom). Tradução de Haroldo de Campos.
Sonho
Naquela fogueira não se via nada além de pensamentos, ruas e cidades que nos levavam um ao outro.
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